quarta-feira, 14 de julho de 2010

Seja-me!


Deite, me olhe, sinta o que vem pela frente.
Respire, pois a respiração lhe fugirá.
Segure, aperte, veja o que lhe enlouquece.
Toque!
Navegue numa loucura submetida e inspiradora.
Ande em tudo o que lhe pareça chão.
Escreva em tudo o que lhe pareça corpo.
Escute a música de amor que toca entre nós.
Tateie centímetro por centímetro,
pois, a cada um, uma nova e deliciosa sensação lhe surgirá.
Vá devagar, explore cada segundo.
Aprenda-me, ensina-me, seja-me!
Aumente um pouco a velocidade,
seja minha utopia descabida e adolescente.
Seja meu tudo e meu nada num segundo passado.
Anseie por um final feliz e cansado.
Busque, adentre e seja!
Rápida e freneticamente almeje-me.
Sendo eu em você e você em mim,
em minutos sem tempo, nem sentido,
o fim que chega é prazeroso e avassalador.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jogando palavras ao vento, meu pensamento explode numa intensidade absoluta e preocupavel.
De uma maneira louca, meus dedos se movem e as letras misturam-se, desenhando inconsequentemente frases sem qualquer sentido, mas cheias de sentimento.
Dançando freneticamnte, meu ser busca explicação para a falta de explicação do mundo egoista de um coração.
Pontos finais irresponsáveis, vírgulas infantis e palavras indescentes. Vamos pensar no que nos traz felicidade?
Felicidade utópica, que não vai existir antes que tudo acabe de maneira destruidora e rápida!
Vamos nos unir?
Vamos buscar o fim do mundo além do horizonte!
Minha boca se abre e, como revólver, atira bastante e machuca, machuca e machuca!
Indiferentemente eu sigo procurando em seu olhar um jeito de ser o que que você merece, sigo buscando um jeito de ser o que nós merecemos...
Você se vai em todo fim de tarde, e, aqui sozinha, eu choro e não sei o que dizer, o que pensar, nem o que ser.
Não é nada demais, amanhã passa (assim eu espero), a intensidade do meu sentir me mata todos os dias, seja de tristeza ou de alegria.
E, ao som da Legião, me vejo perdida e achada, me vejo perto e distante, me vejo necessitada, me vejo atrapalhada!
Não por acaso, meus dias são mais felizes ao lado seu, sabemos disso. Mas, não sei porque, meu coração teima em ficar maluco, em maltratar e em não saber o que quer saber para não ficar sem saber o que sentir e o que dizer.
Estratégicamente, eu digo palavras insensatas e absurdas, uma estratégia tola e idiota, eu sei.
As lágrimas correm pelo meu rosto de maneira a lubrificar minha maldade interna.
Esperamos mais de nós mesmos e queremos ser o que não somos. Queremos sorrisos falsos em dias de chuva e amores de conto de fadas em meio a escuridão perdida da mentira.
Não sei mais o que dizer, nem o que pensar, só quero dormir e, quando acordar, não ter mais motivos para sumir.
Agora, aqui para nós, sabemos que essa intensidade (MINHA) nos mata. E não sei o que é pior: morrer por nós ou nos matar.
Loucura! eu sei, esquece... Não precisa se importar, não precisa me buscar, não precisa insistir, isso é mais fácil.
Apesar de tudo, meus pensamentos são sempre teus, e eu sei que lá na frente vou saber que a culpa foi toda minha, de fato, mas sei também que a mesma intensidade que nos matou, foi a que nos fez existir.
Já não sei mais o que dizer, as palavras perderam o sentido, na verdade, só queria estar contigo e te sentir comigo, não só fisicamente, mas intensa e eternamente.
Me vou. Lembre-se dos bons momentos, pelo menos.

Camila Castro

domingo, 4 de julho de 2010

Nossa dança de felicidade


Diante do que foi dito,
com aquele sorriso lúdico,
um pedido de felicidade insensato
e um sentimento mais que único.

Uma dança indiscreta,
um balanço "abduzente"
Esse abraço me aperta
e a loucura a gente sente.

Os olhos brilham e,
no meio da paixão,
a cama sua.
O beijo nos distrai
e a alma fica nua.

O coração dispara
e o sorriso não se detém,
muito mais que pura tara,
o amor nos faz refém.


Camila Castro